Postagens

As pessoas chamam isso de “Encontro de Uniforme”

      「 Ei, Kyou-san. Vamos no karaokê hoje! 」 ​ A partir do dia seguinte ao incidente com o Sillard-san e os outros, as nossas tardes depois da aula ganharam um tom de azul celeste. Seja por ser alguém de palavra ou por agir por impulso, a verdade é que aquilo que parecia uma promessa feita naquele caminho de terra, ela transformou em realidade na velocidade da luz. ...Não, quer dizer. O que a gente faz em si não é nada demais. Nos dias de semana em que os nossos horários batem, a gente se fala por aplicativo de mensagem, e quem sair da escola mais cedo vai buscar o outro. Aí a gente fica umas duas ou três horas dando rolê pela cidade ou jogando conversa fora numa lanchonete de rede, e nos despedimos antes do sol se pôr. ──── Resumindo, nós passamos a ter uma “tarde comum depois da escola” igual a qualquer estudante por aí. Deveria ser só isso... deveria ser só isso, mas... ​ 「 Uhuu! Cem pontos! 」 ​ Dentro da sala escura, o sistema estelar dava pulinh...

Posfácio

  Primeiro, asse um pouco de mochi [bolinho de arroz]. Mais ou menos uns três ou quatro no forno. O ponto certo varia de acordo com o gosto de cada um, mas o meu eu daquela época adorava aquela crocância de quando a superfície fica com uma corzinha levemente dourada. ​ Em seguida, faça um missoshiru [sopa de pasta de soja]. Você pode fazer isso com todo o cuidado do mundo, dissolvendo o missô e cortando os ingredientes, mas, se der preguiça, um missoshiru instantâneo serve perfeitamente. Só que, nesse caso, talvez seja melhor pegar um daqueles um pouquinho mais caros, que vêm cheios de ingredientes. Os instantâneos de hoje em dia são muito bem feitos, então dá pra preparar uma sopa deliciosa só derramando água quente. ​ Pois bem, depois de colocar o mochi e o missoshiru frente a frente, chega a hora do toque final. ​ Jogue os dois dentro de uma única tigela. Não precisa de nenhuma técnica complexa. Dê uma leve misturada, salpique um shichimi ou ichimi [tipos de pimenta japone...

■ Fragmento: Declaração de Guerra

      ​◆   ​ Tenho um sonho. Um sonho onde alguém puxa a minha mão. Uma mulher sorri e diz “Desculpe”. Um homem me encara e diz “Você não tem o direito de nos odiar”. Estava nevando muito. Estava muito, muito frio. A partir daquele dia, eu sempre estive sozinha.   ​◆ Cidade Dungeon Ouka · 336ª Dungeon 『 Tokoyami 』 3º Ponto Intermediário   ​ Já passava das vinte horas quando a Jupiter acordou. ​ 「 Onde... eu tô? 」 ​ A garota disse. ​ 「 QUEM é você? 」 ​ A garota me perguntou. ​ 「 Tá dormindo acordada, Jupiter? Sou eu, eu. Shimizu Kyouichirou. 」 「 EU não conheço ninguém com esse nome. 」 「 ............Hã? 」 ​ Eu não entendi o que ela quis dizer. Não havia nenhum sinal de que fosse brincadeira. Os olhos da garota estavam genuinamente apavorados, como se realmente... ​ 「 ...Não, eu conheço. KYOUICHIROU, e essa é a HARUKA. 」 ​ O calor horrível que havia se acumulado nas minhas costas se dissipou na mesma hora. Que ...

■ Capítulo 22: Keraunos

Imagem
      ◆ Cidade Dungeon Ouka · 336 ª Dungeon 『 Tokoyami 』 15º Andar   ​ O último ataque de todas as forças do Camac, disparado em troca da sua própria vida. O impacto da bola de fogo gigantesca, que parecia a personificação da condensação do ódio puro, passou raspando de leve por mim, que estava no estado da 【 Defesa ( Force ) Quadridimensional ( Field ) 】 . Ferrou. Agindo com esse instinto, cancelei a 【 Defesa ( Force ) Quadridimensional ( Field ) 】 na mesma hora e fui para o recovery. ​ 「 Jupiter! 」 ​ “Por favor, que dê tempo”, rezava na minha cabeça enquanto me virava pra trás. Eu não acho que um ataque desse nível faria algum mal para a Jupiter. Mas o problema é se ela tiver a mínima noção ou percepção de que “foi atacada”. Isso não pode acontecer. Não se trata de conseguir defender ou não. Não tem a ver com a quantidade de dano. O gatilho é apenas o instante em que “a filha, Jupiter, se sentir em perigo”... ​ 「 Ah... 」 ​ ─...