Posfácio

 

Primeiro, asse um pouco de mochi [bolinho de arroz]. Mais ou menos uns três ou quatro no forno. O ponto certo varia de acordo com o gosto de cada um, mas o meu eu daquela época adorava aquela crocância de quando a superfície fica com uma corzinha levemente dourada.

Em seguida, faça um missoshiru [sopa de pasta de soja]. Você pode fazer isso com todo o cuidado do mundo, dissolvendo o missô e cortando os ingredientes, mas, se der preguiça, um missoshiru instantâneo serve perfeitamente. Só que, nesse caso, talvez seja melhor pegar um daqueles um pouquinho mais caros, que vêm cheios de ingredientes. Os instantâneos de hoje em dia são muito bem feitos, então dá pra preparar uma sopa deliciosa só derramando água quente.

Pois bem, depois de colocar o mochi e o missoshiru frente a frente, chega a hora do toque final.

Jogue os dois dentro de uma única tigela. Não precisa de nenhuma técnica complexa. Dê uma leve misturada, salpique um shichimi ou ichimi [tipos de pimenta japonesa] a gosto e pronto.

Eu batizei essa obra de “Yaki-miso Zouni”. É a forma mais incrivelmente empolgante e deliciosa de se comer zouni [sopa tradicional de ano novo], não importa a hora ou o dia, o ano inteiro.

O pulo do gato aqui é assar o mochi em vez de fervê-lo, e usar um missoshiru completo como base do caldo, em vez de um sumashi-jiru [caldo claro tradicional]. A essência do “Yaki-miso Zouni” não está em preparar o zouni só porque é Ano Novo, mas sim em tê-lo como uma extensão do seu cotidiano.

Agora, o porquê de eu ter jogado esse assunto de forma tão repentina aqui? É porque, no momento em que escrevo isso, o meu estômago está roncando absurdamente de fome.

Tô com uma vontade incontrolável de comer alguma coisa. Mas preparar um prato elaborado a essa hora dá muita preguiça. Ao mesmo tempo, eu queria evitar ao máximo ter que sair para andar na rua numa noite fria de inverno. Foi aí que eu fui revirar a cozinha para ver se achava alguma coisa e, adivinha só: o Mochi-chan sobrevivente do Ano Novo e o Senhor Missoshiru Instantâneo Caro que eu ganhei no trabalho outro dia estavam lá, trocando olhares apaixonados.

Com isso, não me resta outra opção. É hora de fazer uma festa do zouni completamente manchada de culpa e imoralidade!

E com isso dito, vamos aos agradecimentos.

Este volume também pôde ser entregue a vocês são e salvo graças ao apoio de diversas pessoas.

Sempre que me dou conta de que esta história se transformou em um livro físico graças aos meus editores encarregados, aos revisores, à equipe de design editorial, ao pessoal dos departamentos de vendas e publicidade e, acima de tudo, ao Kakao Lantern-sensei, que desenhou ilustrações maravilhosas, eu sinto do fundo do meu coração que valeu a pena ter nascido.

E o que me deixa ainda mais feliz é que esta história ainda vai continuar. Esta é uma obra onde a quantidade de conteúdo inédito e reescrito aumenta a cada volume que passa, mas eu imagino que, no próximo volume, cerca de metade do conteúdo será de desenvolvimentos originais exclusivos da Light Novel. Empolgante, não é? No momento, eu também estou aqui choramingando de cansaço, mas dando o meu melhor para escrever.

Será que a nossa querida Jupiter-chan vai conseguir ser feliz? Para aqueles que estão acompanhando a Web Novel, por favor, aguardem ansiosos prestando bastante atenção nesse detalhe.

Pois bem, nos vemos de novo na próxima história.

 

 

 

 

 


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