■ Capítulo 7: Batalha Decisiva

 

 

 

E no dia seguinte, nós partimos para a Dungeon Tokoyami.

Primeiro, nos teletransportamos da entrada para o ponto intermediário do quinto andar.

De lá, fomos para a casa alugada e nos encontramos com o Sillard-san, que estava usando um disfarce óbvio de máscara, óculos escuros e balaclava, e formamos uma Party temporária.

Como já tínhamos feito os procedimentos antes de vir para cá, apenas durante esta aventura, James Sillard se tornou oficialmente um membro da nossa Party.

Conto com você, Líder-dono.

Rindo de forma leve com um “Hahaha”, o Sillard-san, hoje como sempre, não vacila nem um pouco.

Não, seja você o líder.

Infelizmente, esse é um papel que eu já cumpro até não aguentar mais no dia a dia. De vez em quando, eu quero me mover livremente como um peão!

É realmente irritante, mas eu acabei entendendo esse sentimento até demais.

Ser o cara que dá as ordens gasta muito a mente, falando sério.

Além disso, se eu, que sou um general convidado, começar a me intrometer muito, as damas da sua equipe parecem que vão ficar bravas.

Será que é assim mesmo?

Fui tentar perguntar para a Haruka-san...

De jeito nenhum, credo

...e ela me respondeu com um sorriso.

Eu senti que o olhar dela estava meio sombrio e fixo, mas com certeza é só impressão minha. Quero acreditar nisso.

E bom, foi com esse clima que formamos a Party temporária e seguimos para o décimo andar.

Abaixo do nono andar existem outros aventureiros, e a partir do décimo primeiro, existe o risco de outros inimigos invadirem a nossa luta (bom, isso pode ser dito de qualquer andar). Não podemos fazer um estardalhaço no ponto intermediário, e a recriação do Divindade no décimo quinto andar é irritante em vários sentidos.

O Oni Maligno e o Oni Branco do quinto andar até entraram como opções, mas foram rejeitados sob o motivo de que o cenário lá é escuro no geral e dificulta a movimentação.

Por esses motivos, através de um método de eliminação, o décimo andar foi definido como o palco da batalha decisiva.

...Não, chamar de “método de eliminação” é falta de educação. O décimo andar com certeza tem as suas vantagens únicas. Se for lá, com aquele tamanho que é convenientemente estreito na medida certa, nós conseguiremos controlar os movimentos do Keraunos até certo ponto do nosso lado.

A fraqueza de ter um corpo gigante pode ser facilmente explorada no décimo andar. Então, no fim das contas, o décimo andar é mesmo o ideal.

Deixem a locomoção comigo.

E dizendo isso, o que o Sillard-san tirou, pra minha surpresa, foi um Grifo.

Montados no gigantesco Grifo, uma Revelação Divina Regalia do tipo montaria, nós desfrutamos de uma viagem aérea super confortável e chegamos ao décimo andar num piscar de olhos.

Que inveja, um Grifo.

O tipo montaria é muito raro, sabia?

Se eu tiver a chance, também quero pegar uma montaria exclusiva pra mim.

Pensando bem, se você tivesse usado isso para continuar atirando na gente de longe, não teria tido uma vitória esmagadora naquela hora?

Hahaha! Isso seria uma completa falta de classe!

Bom, mesmo que ele tivesse mandado essa jogada lixo e nos esmagado, o objetivo do Sillard-san daquela vez não teria sido cumprido mesmo.

Deixando isso de lado.

Usando os Cheats para chegar na velocidade da luz ao décimo andar, nós seguimos direto para encarar a nossa terceira batalha contra o “Demônio da Morte”.

 

Cidade Dungeon Ouka – 336ª Dungeon Tokoyami - Décimo Andar

 

Ah não, seu animal!

Legumes picados super práticos!

Gritos de agonia ecoando na sala cheia de caixões.

A recriação da múmia Chuunibyou foi, hoje como sempre, morta a golpes de espada.

Libertado daquele Play de restrição (de ser imobilizado pelas faixas), eu dediquei um pequeno sentimento de gratidão à recriação do “Demônio da Morte” que desaparecia em cintilantes partículas de luz.

Obrigado por sempre sair de cena rapidinho. Sou muito grato de verdade. Namusan.

...Bom, o show de aquecimento pode parar por aqui.

Temos que passar rápido para o prato principal.

Certo, já que espantamos o estorvo, vamos começar logo com isso.

O mais levemente possível.

Digo isso com um tom de como se não fosse nada demais.

Jupiter, você tá pronta?

EU SEGUREI DIREITINHO.

A garota de cabelos prateados ergue o saquinho de pano amarrado no pescoço.

Lá de dentro, dava para ouvir o barulho metálico de coisas roçando.

Isso aí é a chave dessa vez. Não solte do corpo por nada.

UHUM.

A garota de Maria-chiquinha assente devagar.

Cada um dos movimentos dela estava lento.

Ela estava falando ainda menos que o normal, afinal de contas, ela devia estar nervosa.

Ei, Jupiter. Se não estiver se sentindo bem, descanse um pouco e────

TUDO, BEM. EU, NÃO VOU FUGIR. VOU LUTAR, JUNTO, COM TODOS.

Com um tom de voz hesitante, mas expressando claramente a sua vontade de lutar, a Jupiter declarou.

Qual é, falando como uma adulta. Você é legal pra caramba.

Entendi. Então, vamos começar sem cerimônias. ...Haruka.

Com o sinal, o sistema estelar empunhando a Soukyuu avança para a frente da Jupiter.

...Me desculpa, Jupi-chan.

A Haruka, com uma expressão relutante, pediu desculpas e abaixou a Soukyuu com tudo...

────Ah.

...rasgando a garganta da Jupiter.

Junto com um som agradável de vento sendo cortado, a lâmina secreta de Aono dançou no ar.

Por um instante, todos ali presentes imaginaram a morte da garota.

Mesmo sabendo que era um Sun-dome (golpe contido antes do impacto) de acordo com o planejado, aquela lâmina tinha um impacto e uma pressão capazes de fazer o cérebro se enganar.

A arte do Katsujinken (espada que preserva a vida), que quase podia ser confundida com um assassinato, plantou no coração da Jupiter a percepção de que “foi cortada”.

A percepção se distorce.

Uma ligeira agitação e um branco nos pensamentos.

Um rebuliço acontece.

O choque atinge o coração.

E então────.

 

AWOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!

 

E o desgraçado, se manifestou.

Trovões negros espirrando.

Os membros da fera se formando.

O avatar da paternidade, que soltou um rugido de fúria para proteger a sua amada filha, envolveu a Jupiter com a sua energia absurda e a absorveu para dentro do próprio corpo.

À primeira vista, parecia uma repetição do décimo quinto andar.

Porém, havia uma única coisa que era definitivamente diferente daquela vez.

Parece que você deixou de nos ver como alvos aleatórios de destruição e nos reconheceu como assassinos que devem ser exterminados. Isso mesmo, nós somos os seus inimigos, Keraunos!

Tendo nos considerado claramente como inimigos, o Velho do Trovão gritou histericamente.

Pode vir, Velho do Trovão. O nosso encontro aqui é o seu fim! Vou te ensinar direitinho e sem erro o que acontece quando um mero quadrúpede de merda tenta bater de frente com a gente, humanos, seu desgraçadooooooooooooooooooooooo!

A grande batalha, começa.





 

 


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