■ O Diário Feliz de Jupiter 1

 

 

Quando acordei, olhei em volta e tinha um monte de coisas roxas e gelatinosas.

Série Yalda. Formas de vida misteriosas que cuidam dos aventureiros dentro da Dungeon.

Os mascotes alienígenas de uns quarenta centímetros de altura reunidos em volta da cama estavam fazendo a maior algazarra, foi um despertar bem barulhento.

Como eles estavam se divertindo tanto, EU perguntei sem pensar: “O que é tão divertido?”. E então os puru-purus me disseram várias vezes: “Estamos felizes que a Jupiter-san acordou!”

Entendi.

Se a MINHA resposta soou fria, não foi porque EU não senti nada. Muito pelo contrário, como vários sentimentos estavam todos bagunçados, EU não consegui encontrar palavras boas para usar.

Provavelmente, o KYOUICHIROU enviou esses carinhas estranhos.

Acho que ele pensou para que, quando EU acordasse, não ME sentisse sozinha e não ficasse pensando demais.

O KYOUICHIROU é gentil. A HARUKA também é gentil. Todo mundo, todo mundo é muito gentil. Eles cuidam com tanto carinho de MIM, que acabei de entrar no time, como se... isso mesmo. Como se fôssemos uma família de verdade────.

Como uma ■■? Que falta de educação, eu não sou uma senhora tão velha assim. Se formos considerar a diferença de idade, a expressão é a mais precisa. Entendeu? É ,

É a MINHA primeira experiência desse tipo. Um sentimento quentinho, que EU nunca tinha provado em toda a MINHA vida até agora, foi se espalhando devagarzinho no fundo do MEU peito.

O KYOUICHIROU sabe que EU não consigo controlar o KERAUNOS, e mesmo assim ele não ME abandonou.

Mesmo com tudo aquilo tendo acontecido, ele ME deu coragem dizendo para lutarmos juntos.

Obrigada, de verdade, obrigada. Por serem tão bons para alguém como EU.

(EU quero ver os dois)

Me levantei devagar, tomando cuidado para não pisar nos mascotes puru-purus, e cheguei até a porta do quarto.

A MINHA mão que girou a maçaneta estava suando um pouquinho. E se os sentimentos dos dois do outro lado da porta tiverem mudado desde ontem? Se eles disserem “afinal, você é uma criança que ninguém quer”, EU...

(Isso com certeza não vai acontecer)

O MEU peito aperta. A ansiedade aumenta. Mas, mesmo assim, o que ME fez girar a maçaneta com força foi a coragem que os dois e também os vários puru-purus reunidos aqui ME deram.

Passei pelo corredor com as luzes acesas e fui para a sala. A luz da manhã entrava pela janela do fundo, e da cozinha vinha o som de bacon fritando. O cheirinho de manteiga fazia cócegas no nariz. E, mais do que tudo, o que ME deixou feliz foi que os dois estavam conversando de forma tão divertida.

O sentimento ruim já tinha sumido.

Dizendo para MIM mesma que EU estou bem, falei para os dois.

Bom dia.

As vozes dos dois se sobrepuseram, ME devolvendo um bom dia.

 

 

 

 

 

 


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